A saúde perfeita dos vereadores ourinhenses, piada?

Na sessão do legislativo dessa Segunda, 10 de Agosto, os munícipes ficaram perplexos com o discurso de vereadores da “Base do Lucas”, que usaram a palavra para elogiar a saúde local, desconsiderando todas as denúncias de falta de medicamentos, consultas com especialistas que demoram anos para serem agendadas, falta de atendimento básico nas UBSs e PSFs.
Muitos apostam que eles elogiam apenas por não precisarem dessa saúde, pois recorrem a tratamento particular por via de regra.
A afirmação que mais chocou foi de que a atual secretária de saude é a melhor que Ourinhos já teve no cargo.
Atualmente a fila de espera para realização de cirurgias eletivas passa de 6000 pessoas, no final da Gestão de Belkis Fernandes, essa lista era de cerca de 2000 pessoas. Procedimentos simples, que não requerem nem alta complexidade e nem alto investimento.
Visivelmente exaltado, um vereador atribuiu ao governador do estado a culpa pela falta de verba para realizar as cirurgias.
Sempre que o assunto saúde surge como negativo, o Prefeito justifica as falhas com a pandemia, mas todos sabem que esses problemas já ocorriam antes mesmo de Janeiro.
Vale lembrar que o Vereador Alexandre Zóio, enquanto ocupou o cargo de presidente da câmara destinou 1,5 milhão de reais referentes ao duodécimo (sobra da verba do legislativo) para minimizar essa espera por cirurgias básicas e curriqueiras.
Outro ponto questionado pela população é o fato do convenio com a empresa que administra o UPA ter sofrido um reajuste que custou 2 milhões somente no ultimo ano e no entanto nada mudou no atendimento deficiente em recursos daquele local. Ao questionar a conduta, um senhor, acompanhando a esposa que passava mal, com dores severas de cabeça, ouviu da médica de plantão: “O Senhor quer que eu dê o que para sua mulher meu senhor? Aqui só tem Dramin”.
Um dos pontos mais criticados é o fato de Ourinhos ter recebido mais de 5 milhoes de reais para combate ao Covid 19, ter gasto cerca de 2 milhões com o Hospital de campanha e não ter resolvido, mesmo que momentâneamente o péssimo atendimento oferecido ao cidadão. Ainda não podemos esquecer a questão polêmica do suposto confisco de verba destinada a Santa Casa local, classificado por muitos como apropriação.
Segundo especialistas em gestão e saúde pública, todos esses problemas são frutos de péssimas leís, omissão na fiscalização da aplicação dos recursos e falta de prioridade. A cidade está sendo maquiada, mas o cidadão vem penando cada vez mais.